É quase impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta Amazônica, já que praticamente não há controle sobre a propriedade de terras na região, diz a revista britânica The Economistna sua edição desta sexta-feira.
Em uma reportagem intitulada "Bem-vindo à nossa selva que encolhe", a revista comenta os desafios enfrentados pelo novo "hiperativo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc" que "aceitou o emprego sob um número de condições (dez ao todo)", após a demissão de Marina Silva, diz a revista. A revista comenta o plano de Minc que prevê que, a partir de julho, os fazendeiros que não apresentarem a documentação adequada perderão acesso a financiamentos subsidiados, e os que não a apresentarem dentro de até quatro anos terão suas terras confiscadas. "Mas na prática é quase impossível para o governo impor sua vontade nos limites de seu império, mesmo se quisesse. Os membros da tribo fotografada recentemente (em referência à tribo encontrada perto da fronteira do Peru, que nunca teve contato com a civilização) não são os únicos que não reconhecem a soberania do Brasil na Amazônia", conclui a reportagem. A revista diz que o plano de Minc "tem que dar certo...se o Brasil for combater o recente aumento do desmatamento".
"No dia 2 de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o desmatamento, anunciou que a floresta diminuiu substancialmente em abril, em comparação ao mês anterior." A revista aponta diversos fatores que podem ter contribuído para este aumento, inclusive o fato de as fotografias de satélite serem mais claras agora por causa das condições climáticas, e afirma que o pior pode ainda estar por vir, já que a época das secas, que se estende pelos próximos quatro meses, registra o ápice das queimadas.
"O aumento tem várias causas e escolher uma ou duas tende a distorcer o quadro. Mas parece haver uma ligação entre o alto preço de commodities e o desmatamento, com intervalo de cerca de um ano." A revista ainda cita a produção de carne e soja, afirmando que elas estão ligadas indiretamente ao problema, já que o gado criado na Amazônia não pode ser exportado, e a soja é plantada longe da floresta, mas empurra criadores para a região.
"Mas o alto preço das commodities é só parte da história. O desmatamento ilegal ocorre quando pecuaristas e madeireiras conspiram para limpar faixas de terra. Um pecuarista tipicamente ocupa parte da floresta e vende os direitos de cortar as árvores para uma madeireira. Isto ajuda a financiar o próximo estágio da operação pecuária. A madeireira então vem e tira o que quer, e depois limpa a área. O pecuarista termina o trabalho com a ajuda de uma retro-escavadeira, queima o que sobra e planta capim e cria gado. Quando a terra se exaure, o que ocorre rapidamente, os pecuaristas seguem adiante." Segundo a revista, esta é a forma mais comum de se ocupar a floresta. "Dos 36% da floresta supostamente de propriedade privada, apenas 4% contam com títulos de propriedade regularizados, segundo a organização não-governamental Imazon. Como o governo não sabe quem possui o quê, impor qualquer regra é impossível", diz a Economist.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Lula: todos querem "meter dedo" na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5), durante cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, que há muitos palpiteiros sobre a questão da Amazônia e que eles “não têm autoridade moral” para sugerir políticas de preservação.
Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental.
“Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo.
Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite.
Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia. Posso dizer para vocês que palpites não faltam. E de pessoas que não têm autoridade política para fazer isso, pessoas que desmataram o que tinha e o que não tinha, pessoas que emitem CO2 como ninguém”, criticou o presidente.
Segundo ele, o Brasil não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões.
“Somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que estamos produzindo, queremos compartilhá-lo com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas”, afirmou.
Para Lula, há muito que comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Temos muito o que comemorar no dia de hoje, pelo que já fizemos”, disse.
Unidades de conservação
O projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e outras ações a serem implementadas nos três níveis da Federação sobre o tema.
Lula assinou ainda decretos criando três novas unidades de conservação, duas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares.
As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, no Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, no Amazonas (776,9 mil hectares). O Parque Nacional de Manpiguari (1,6 milhão de hectares) está localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas.
Globo.Com
Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental.
“Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo.
Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite.
Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia. Posso dizer para vocês que palpites não faltam. E de pessoas que não têm autoridade política para fazer isso, pessoas que desmataram o que tinha e o que não tinha, pessoas que emitem CO2 como ninguém”, criticou o presidente.
Segundo ele, o Brasil não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões.
“Somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que estamos produzindo, queremos compartilhá-lo com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas”, afirmou.
Para Lula, há muito que comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Temos muito o que comemorar no dia de hoje, pelo que já fizemos”, disse.
Unidades de conservação
O projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e outras ações a serem implementadas nos três níveis da Federação sobre o tema.
Lula assinou ainda decretos criando três novas unidades de conservação, duas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares.
As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, no Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, no Amazonas (776,9 mil hectares). O Parque Nacional de Manpiguari (1,6 milhão de hectares) está localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas.
Globo.Com
terça-feira, 27 de maio de 2008
Lula rechaça pressões sobre Amazônia
Com um discurso marcado por ataques aos países desenvolvidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou ontem as pressões internacionais sobre a Amazônia, reafirmou que o Brasil é o dono da região e conclamou os brasileiros a defender os biocombustíveis nos debates sobre energia e meio ambiente.
Segundo Lula, a Amazônia pertence "ao povo brasileiro" e deve ser preservada, mas seus habitantes também têm direito ao desenvolvimento e aos bens disponíveis para os moradores de outros pontos do País.
Sem citar os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Protocolo de Kyoto (acordo mundial para limitar as emissões de gases-estufa), sem apoio de quem deveria referendá-lo - os EUA não assinaram o tratado - "já faliu". As nações mais ricas, porém, lembrou, tentam responsabilizar a América Latina pela poluição mundial.
Donos
"Eu queria aproveitar para dizer aqui que o mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono", disse Lula, sob aplausos, em discurso na abertura do 20º Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"E o dono da Amazônia é o povo brasileiro. São os índios, são os seringueiros, são os pescadores... Mas também somos nós, que somos brasileiros e temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento sim, é preciso diminuir as queimadas sim. Mas também temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia.
Lá moram quase 25 milhões de habitantes, que querem acesso aos bens que temos aqui no Rio de Janeiro, em São Paulo, ou em qualquer outro lugar. Por que essas pessoas têm que ficar segregadas?"
Protocolo
Lula declarou que o debate sobre a Amazônia dominará as duas próximas décadas. "É muito engraçado que os países que são responsáveis por 70% da poluição do planeta agora fiquem de olho na Amazônia, na América do Sul, como se fosse apenas nossa a responsabilidade de fazermos o que eles não fizeram durante todo o século passado", declarou.
"O Protocolo de Kyoto já faliu. Foi muito bonito assinar, maravilhoso, todo mundo assinou... Agora, quem tinha que tomar medidas para cumprir o Protocolo de Kyoto nem referendou. Fomos nós que referendamos."
Segundo o presidente, com a utilização de 100% de etanol o Brasil conseguiu "tirar do ar" 800 milhões de toneladas de CO2 Entre os presentes à cerimônia, estavam o embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, e jornalistas estrangeiros, entre eles o norte-americano Roger Cohen, do New York Times, convidado para o fórum.
Na semana passada, o jornal dos EUA publicou reportagem cujo título era: "De quem é a Floresta Amazônica"?
Biocombustíveis
O presidente indicou ainda considerar as críticas que têm sido feitas aos biocombustíveis, como supostos causadores da alta internacional de preços dos alimentos como uma orquestração contra o País. E disse que o Brasil tem pela frente um "grande embate", justamente o do biocombustível e da energia renovável.
Lula afirmou que o Brasil promoverá, em 20 e 21 de novembro, em São Paulo, um "grande evento internacional" sobre o tema, para o qual quer convidar "todos os especialistas" para debater o assunto. "O Brasil não teme esse debate", afirmou o presidente. "Ao contrário, deseja travá-lo com seriedade. Confia nos seus argumentos.
E não se assusta com campanhas orquestradas. Por isso mesmo, na semana que vem, estarei em Roma, na Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia, para defender nossos pontos de vista e para falar sobre nossa experiência vitoriosa na produção simultânea de alimentos e etanol."
Lula disse ainda considerar uma "extraordinária oportunidade" para o País o chamado a todas as nações para que adotem medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono pelo uso mais intenso de técnicas de conservação e adoção de energias renováveis, de bioenergias e de biocombustíveis. Mas fez outra advertência, também marcada por críticas ao Primeiro Mundo.
"Para o Brasil aproveitar essa extraordinária oportunidade, é preciso enfrentar preconceitos arraigados e lobbies poderosíssimos nos países desenvolvidos. Segundo ele, os adversários só serão vencidos após intenso debate público. "O Brasil oferece ao mundo o etanol", afirmou.
"Mostramos a todos a alta eficiência, em custo e produtividade, do etanol de cana frente a outras formas atualmente disponíveis de etanol. "Para o presidente, não é correto afirmar que a produção dos biocombustíveis prejudicará o cultivo de alimentos, pelo menos em território brasileiro.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Segundo Lula, a Amazônia pertence "ao povo brasileiro" e deve ser preservada, mas seus habitantes também têm direito ao desenvolvimento e aos bens disponíveis para os moradores de outros pontos do País.
Sem citar os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Protocolo de Kyoto (acordo mundial para limitar as emissões de gases-estufa), sem apoio de quem deveria referendá-lo - os EUA não assinaram o tratado - "já faliu". As nações mais ricas, porém, lembrou, tentam responsabilizar a América Latina pela poluição mundial.
Donos
"Eu queria aproveitar para dizer aqui que o mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono", disse Lula, sob aplausos, em discurso na abertura do 20º Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"E o dono da Amazônia é o povo brasileiro. São os índios, são os seringueiros, são os pescadores... Mas também somos nós, que somos brasileiros e temos consciência de que é preciso diminuir o desmatamento sim, é preciso diminuir as queimadas sim. Mas também temos consciência de que precisamos desenvolver a Amazônia.
Lá moram quase 25 milhões de habitantes, que querem acesso aos bens que temos aqui no Rio de Janeiro, em São Paulo, ou em qualquer outro lugar. Por que essas pessoas têm que ficar segregadas?"
Protocolo
Lula declarou que o debate sobre a Amazônia dominará as duas próximas décadas. "É muito engraçado que os países que são responsáveis por 70% da poluição do planeta agora fiquem de olho na Amazônia, na América do Sul, como se fosse apenas nossa a responsabilidade de fazermos o que eles não fizeram durante todo o século passado", declarou.
"O Protocolo de Kyoto já faliu. Foi muito bonito assinar, maravilhoso, todo mundo assinou... Agora, quem tinha que tomar medidas para cumprir o Protocolo de Kyoto nem referendou. Fomos nós que referendamos."
Segundo o presidente, com a utilização de 100% de etanol o Brasil conseguiu "tirar do ar" 800 milhões de toneladas de CO2 Entre os presentes à cerimônia, estavam o embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, e jornalistas estrangeiros, entre eles o norte-americano Roger Cohen, do New York Times, convidado para o fórum.
Na semana passada, o jornal dos EUA publicou reportagem cujo título era: "De quem é a Floresta Amazônica"?
Biocombustíveis
O presidente indicou ainda considerar as críticas que têm sido feitas aos biocombustíveis, como supostos causadores da alta internacional de preços dos alimentos como uma orquestração contra o País. E disse que o Brasil tem pela frente um "grande embate", justamente o do biocombustível e da energia renovável.
Lula afirmou que o Brasil promoverá, em 20 e 21 de novembro, em São Paulo, um "grande evento internacional" sobre o tema, para o qual quer convidar "todos os especialistas" para debater o assunto. "O Brasil não teme esse debate", afirmou o presidente. "Ao contrário, deseja travá-lo com seriedade. Confia nos seus argumentos.
E não se assusta com campanhas orquestradas. Por isso mesmo, na semana que vem, estarei em Roma, na Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia, para defender nossos pontos de vista e para falar sobre nossa experiência vitoriosa na produção simultânea de alimentos e etanol."
Lula disse ainda considerar uma "extraordinária oportunidade" para o País o chamado a todas as nações para que adotem medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono pelo uso mais intenso de técnicas de conservação e adoção de energias renováveis, de bioenergias e de biocombustíveis. Mas fez outra advertência, também marcada por críticas ao Primeiro Mundo.
"Para o Brasil aproveitar essa extraordinária oportunidade, é preciso enfrentar preconceitos arraigados e lobbies poderosíssimos nos países desenvolvidos. Segundo ele, os adversários só serão vencidos após intenso debate público. "O Brasil oferece ao mundo o etanol", afirmou.
"Mostramos a todos a alta eficiência, em custo e produtividade, do etanol de cana frente a outras formas atualmente disponíveis de etanol. "Para o presidente, não é correto afirmar que a produção dos biocombustíveis prejudicará o cultivo de alimentos, pelo menos em território brasileiro.
Fonte: Tribuna da Imprensa
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Mangabeira Unger não quer a Amazônia apenas como "vitrine" para "deleite da humanidade"
- Coordenador do Plano da Amazônia Sustentável, Mangabeira Unger declarou-se contrário à idéia de manter a floresta como santuário "para o deleite da humanidade".
(Jornal do Brasil - Sinopse Radobrás)
(Jornal do Brasil - Sinopse Radobrás)
terça-feira, 20 de maio de 2008
Minc: "A Amazônia é nossa"
- O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu aos ataques sobre a internacionalização da Amazônia.
"É e será nossa", disse, ressaltando que cabe ao país protegê-la para a floresta "não virar carvão".
Depois de conversar no Palácio do Planalto, Minc afirmou ter apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para montar uma guarda nacional ambiental.
Lula descartou a presença militar na defesa da floresta.
"É e será nossa", disse, ressaltando que cabe ao país protegê-la para a floresta "não virar carvão".
Depois de conversar no Palácio do Planalto, Minc afirmou ter apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para montar uma guarda nacional ambiental.
Lula descartou a presença militar na defesa da floresta.
domingo, 18 de maio de 2008
'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'
18/05/2008 - 08h01
Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.
No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".
O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".
"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos." Acesso restrito O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.
"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.
O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".
"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las." "É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."
UOL
Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.
No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".
O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".
"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos." Acesso restrito O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.
"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.
O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".
"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las." "É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."
UOL
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A Amazônia, sempre NAÇÃO BRASILEIRA (Helio Fernandes)
De farda ou de toga
Orgulhosamente esta Tribuna da Imprensa colocou a Amazônia na frente de todos os acontecimentos. Enquanto jornalões e televisões criavam o que chamavam de "clamor nacional" por causa de um assassinato, cruel e covarde, sem dúvida, mas nada mais do que um crime, movimentávamos um dos mais importantes problemas nacionais. E provocávamos o CLAMOR NACIONAL PELA LIBERDADE.
Inicialmente este repórter deu dimensão histórica ao primeiro pronunciamento do general Augusto Heleno, comandante da Amazônia. Essa fala foi quase ignorada, mas provocou a entrevista magistral no "Canal Livre" da Bandeirantes, que esta Tribuna destacou com toda a grandeza e desprendimento.
Por causa da cobertura desta Tribuna, surgiu o Seminário do Clube Militar, quando então o general Augusto Heleno se jogou inteiro na defesa da NAÇÃO BRASILEIRA contra a NAÇÃO IANOMÂMI. Afirmando que a situação da Amazônia era "CAÓTICA E LAMENTÁVEL", o comandante deu dimensão exata do que ocorria por lá. Confusão estranha e inesperada, o comandante da Amazônia queria apenas mostrar o que havia de perigoso na região.
Enquanto isso acontecia aqui, o repórter Carlos Newton, num trabalho altamente profissional, descobria e publicava o que ninguém sabia: a ONU votava a CRIAÇÃO de 216 NAÇÕES NA AMAZÔNIA. Foi um furo espetacular, ressaltando o fato dos diplomatas representantes do Brasil terem ficado em silêncio. E mais grave ainda: TEREM VOTADO CONTRA O BRASIL. E o presidente Lula, que pretendia punição, nem tomou conhecimento da displicência criminosa dos nossos representantes na ONU.
Esta Tribuna continuou na movimentação, publicou artigos dos maiores especialistas em Amazônia. Vários do almirante Gama e Silva, do general Lessa, do general Gilberto Figueiredo, todos comandantes da Amazônia, defensores do interesse nacional, lutadores do bom combate.
A seguir, este repórter despe a farda e veste a toga, continuando nas trincheiras do combate e nos subterrâneos da Liberdade. Enquanto muitos lutam de coração aberto, outros preferem o boato, o sussurro, a intriga, como se a saída ou a solução para tanto heroÍsmo em defesa da NAÇÃO BRASILEIRA fosse a perseguição.
No Supremo, este repórter descobre que existem 23 ações sobre a Amazônia a serem julgadas. Desencavando vem a revelação, que, publicada, provocou uma enorme repercussão. Dessas 23 ações, uma delas tinha como relator o ministro Ayres Brito, e que essa ação já estava para ser julgada.
10 dias depois dessa descoberta, uma outra tão favorável quanto a outra: o ministro Ayres Brito terminava seu voto, entregava-o ao presidente Gilmar Mendes para colocá-lo na pauta de votação. O que pode acontecer na quarta-feira, dia 21 (sessão plenária), já que quinta-feira, dia 22, é feriado.
A decisão dessa primeira ação influenciará na certa as outras 22, todas têm a mesma origem e convicção. E conhecendo como conheço o ministro Ayres Brito, pelo seu passado e pelas coisas nas quais acredita, já podemos soltar rojões e foguetes, dando início à festa da LIBERTAÇÃO.
PS - E sem nenhuma dúvida, também pelo que sei do Supremo, nenhuma hesitação. A AMAZÔNIA NAÇÃO BRASILEIRA será vencedora por 8 a 3. Se eu me enganar num voto, o resultado será então 7 a 4. A decepção de 1 voto, mas sem alteração.
PS 2 - Infelizmente essa primeira ação sofrerá um atraso na votação. Foi o próprio ministro Ayres Brito que fez a revelação, numa entrevista.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Orgulhosamente esta Tribuna da Imprensa colocou a Amazônia na frente de todos os acontecimentos. Enquanto jornalões e televisões criavam o que chamavam de "clamor nacional" por causa de um assassinato, cruel e covarde, sem dúvida, mas nada mais do que um crime, movimentávamos um dos mais importantes problemas nacionais. E provocávamos o CLAMOR NACIONAL PELA LIBERDADE.
Inicialmente este repórter deu dimensão histórica ao primeiro pronunciamento do general Augusto Heleno, comandante da Amazônia. Essa fala foi quase ignorada, mas provocou a entrevista magistral no "Canal Livre" da Bandeirantes, que esta Tribuna destacou com toda a grandeza e desprendimento.
Por causa da cobertura desta Tribuna, surgiu o Seminário do Clube Militar, quando então o general Augusto Heleno se jogou inteiro na defesa da NAÇÃO BRASILEIRA contra a NAÇÃO IANOMÂMI. Afirmando que a situação da Amazônia era "CAÓTICA E LAMENTÁVEL", o comandante deu dimensão exata do que ocorria por lá. Confusão estranha e inesperada, o comandante da Amazônia queria apenas mostrar o que havia de perigoso na região.
Enquanto isso acontecia aqui, o repórter Carlos Newton, num trabalho altamente profissional, descobria e publicava o que ninguém sabia: a ONU votava a CRIAÇÃO de 216 NAÇÕES NA AMAZÔNIA. Foi um furo espetacular, ressaltando o fato dos diplomatas representantes do Brasil terem ficado em silêncio. E mais grave ainda: TEREM VOTADO CONTRA O BRASIL. E o presidente Lula, que pretendia punição, nem tomou conhecimento da displicência criminosa dos nossos representantes na ONU.
Esta Tribuna continuou na movimentação, publicou artigos dos maiores especialistas em Amazônia. Vários do almirante Gama e Silva, do general Lessa, do general Gilberto Figueiredo, todos comandantes da Amazônia, defensores do interesse nacional, lutadores do bom combate.
A seguir, este repórter despe a farda e veste a toga, continuando nas trincheiras do combate e nos subterrâneos da Liberdade. Enquanto muitos lutam de coração aberto, outros preferem o boato, o sussurro, a intriga, como se a saída ou a solução para tanto heroÍsmo em defesa da NAÇÃO BRASILEIRA fosse a perseguição.
No Supremo, este repórter descobre que existem 23 ações sobre a Amazônia a serem julgadas. Desencavando vem a revelação, que, publicada, provocou uma enorme repercussão. Dessas 23 ações, uma delas tinha como relator o ministro Ayres Brito, e que essa ação já estava para ser julgada.
10 dias depois dessa descoberta, uma outra tão favorável quanto a outra: o ministro Ayres Brito terminava seu voto, entregava-o ao presidente Gilmar Mendes para colocá-lo na pauta de votação. O que pode acontecer na quarta-feira, dia 21 (sessão plenária), já que quinta-feira, dia 22, é feriado.
A decisão dessa primeira ação influenciará na certa as outras 22, todas têm a mesma origem e convicção. E conhecendo como conheço o ministro Ayres Brito, pelo seu passado e pelas coisas nas quais acredita, já podemos soltar rojões e foguetes, dando início à festa da LIBERTAÇÃO.
PS - E sem nenhuma dúvida, também pelo que sei do Supremo, nenhuma hesitação. A AMAZÔNIA NAÇÃO BRASILEIRA será vencedora por 8 a 3. Se eu me enganar num voto, o resultado será então 7 a 4. A decepção de 1 voto, mas sem alteração.
PS 2 - Infelizmente essa primeira ação sofrerá um atraso na votação. Foi o próprio ministro Ayres Brito que fez a revelação, numa entrevista.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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