terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Governo deve 'afinar discurso' sobre Amazônia, diz o Ministro José Múcio Monteiro

05/02/2008 - 18h48

Olinda - O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, classificou hoje de "informações desencontradas" as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em relação à participação do setor pecuarista no desmatamento da Floresta Amazônica.

O presidente isentou os pecuaristas pela derrubada de árvores, enquanto a ministra os responsabilizou. "Vamos afinar o discurso", afirmou Múcio em visita ao camarote do seu partido, o PTB, no carnaval de Olinda, Pernambuco.

"Só vim prestigiar a casa, representando Armando Monteiro Neto (deputado federal e presidente da Confederação Nacional da Indústria) que teve um problema de saúde e não pôde vir", afirmou o ministro. Amanhã, Múcio estará em Brasília com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, para a reabertura dos trabalhos do Legislativo, no Congresso.

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Angela Lacerda

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008




BRASÍLIA - A criação de um "Tribunal Internacional da Amazônia", com participação de todos os países amazônicos, é a proposta do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, para combater o desmatamento na região.

"Permitir que a Amazônia seja arrasada como vem acontecendo a passos largos é cometer um crime contra a humanidade", afirma Brito, de acordo com nota divulgada pela Assessoria de Imprensa da OAB.

A nota informa que o Conselho Federal da entidade pretende promover ainda este ano um grande encontro para discutir as questões da Amazônia e a criação do tribunal internacional, em busca de "soluções definitivas para que este patrimônio do Brasil e da humanidade não desapareça".

O tribunal internacional, segundo Britto, serviria para pressionar os países da região para que adotem políticas públicas de preservação. A idéia, de acordo com os assessores da OAB, é a de criação de um tribunal permanente.

Imprimir Indique para um amigo Governador e prefeitos contestam números do Inpe

http://www.tribuna.inf.br/noticia.asp?noticia=politica01

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2008/01/15/ult4469u17348.jhtm

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Banco Mundial pode estar ajudando a desmatar Amazônia, diz ONG

14/01/2008 - 18h12

Um relatório divulgado pela ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira diz que o Banco Mundial (Bird) pode estar colaborando com o desmatamento da Amazônia ao financiar projetos de pecuária na região sem analisar com cuidado os efeitos que eles podem ter.

"Organizações como o IFC (International Financial Corporation, ou Corporação Financeira Internacional) do Banco Mundial promovem a expansão do abate em áreas vulneráveis da Amazônia, sem sequer estudar os impactos na maioria das regiões afetadas", diz o relatório, intitulado O Reino do Gado - Uma Nova na Pecuarização da Amazônia Brasileira.

O documento, divulgado no domingo, traça um perfil da pecuária na região da chamada Amazônia legal (área que engloba nove estados brasileiros que abrigam a Bacia amazônica e que possuem em seu território trechos da Floresta Amazônica) e, além de criticar o Banco Mundial, critica o governo por não adotar medidas que impeçam o avanço da pecuária na Amazônia, que "representa uma das principais forças motrizes do desmatamento e das queimadas na região".

"A pecuarização da Amazônia se intensificou de maneira sem precedentes nos últimos cinco anos e o fenômeno requer uma atenção nova e especial, em qualidade e em quantidade, por parte das autoridades governamentais, da cadeia comercial de instituições financeiras, cientistas e organizações da sociedade civil." "Expansão da fronteira" Segundo o relatório, em 2007, pela primeira vez, "a Amazônia Legal passou da marca histórica de 10 milhões de abates bovinos, com um aumento de 46% em relação a 2004." O avanço ajudou a consolidar o Brasil como o maior exportador e o segundo maior produtor mundial de carne bovina. A Amazônia é a região do país que concentrou o crescimento da pecuária nos últimos anos. O documento indica que, entre dezembro de 2003 e dezembro de 2006, 96% do aumento registrado no rebanho brasileiro foi em gado da Amazônia.

Mas o crescimento aparentemente não ocorreu simultaneamente à adoção de medidas que poderiam amenizar o impacto da atividade econômica sobre a mata, segundo a Amigos da Terra.

"Falta de investimento na recuperação de pastagens degradadas e falta de foco na pequena produção impedem que práticas de sustentabilidade saiam do papel", diz o documento.

Nas suas conclusões, o relatório sugere a adoção de diversas medidas, como "a proibição de novos assentamentos rurais ou de regularização fundiária de ocupações recentes", ou o "zoneamento agro-ambiental ou ecológico-econômico". "Até o momento, no entanto, estes mecanismos não têm sido objeto de implementação." O relatório também diz que um programa de aproveitamento de áreas alteradas, que consta de um plano do governo para combater e prevenir o desmatamento, não saiu do papel.

"Dessa forma", diz o relatório, "a realidade tende a reproduzir o modelo da expansão da fronteira".


http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/01/14/ult4904u392.jhtm

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Botos sedutores


Estudo de três anos com mais de 6 mil grupos de botos tucuxi no Amazonas comprova que machos presenteiam e cortejam fêmeas (foto: T.Martin
07/01/2008



Por Michelle Portela, de Manaus*

Agência FAPESP – O imaginário amazônico cultiva a lenda do boto como um patrimônio. Quem nasce na região cresce ouvindo que eles saem da água, transformam-se em homens, usam chapéu para esconder um orifício na cabeça e seduzem jovens donzelas.

Agora, pesquisadores acabam de comprovar a lenda, pelo menos no lado da sedução. Segundo estudo feito por Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), e Tony Martin, do Serviço Antártico Britânico, essa é a arma usada por botos para conquistar fêmeas.

A corte registrada pelo Projeto Boto revela o segundo caso de comportamento cultural dessa espécie de cetáceo em todo o mundo. Os pesquisadores estudaram durante três anos o comportamento de 6 mil grupos de botos tucuxi (Sotalia fluviatilis) na região da reserva de Mamirauá, no município de Tefé, oeste do Amazonas.

O Projeto Boto é desenvolvido no âmbito de um projeto maior, o Estudo da Biologia e Conservação da Mastrofauna da Amazônia, no Inpa. Conta com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do próprio Inpa, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Boticário, do Programa Ipê e da Petrobras.

Os pesquisadores identificaram que, em mais de 200 dos grupos, os golfinhos de água doce transmitiam práticas culturais de geração a geração. “Foi aí que percebemos que essa cultura estava associada à atividade sexual”, disse Vera.

Em cada grupo, pelo menos um boto carregava objetos no bico para presentear a fêmea, sempre em idade adulta e pronta para a reprodução, tais como plantas ou pedaços de pau.

“Era forte a sugestão de que se tratava de um comportamento sexual. A ocorrência de agressões entre machos era até 40 vezes maior do que nos grupos de botos que não ofereciam objetos às fêmeas”, afirmou a pesquisadora.

Os resultados da nova pesquisa foram divulgados inicialmente pela New Scientist, em 6 de dezembro, e apresentados em seguida durante encontro sobre golfinhos de água doce na África do Sul com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo Martin, até hoje apenas em humanos e chimpanzés foi observado comportamento semelhante. “Isso é tão incomum que muitos colegas se mostraram céticos na primeira vez que sugerimos a idéia, mas agora a evidência é enorme”, disse à New Scientist.

*Repórter da Agência Fapeam


http://www.agencia.fapesp.br./boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8252

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Governo dos EUA frauda acordo sobre a Amazônia

(Manchete da TRIBUNA DA IMPRENSA de 21 de dezembro de 1967)


A deputada Lígia Doutel de Andrade, interpretando o pensamento da maioria do MDB, denunciou ontem a violação, por parte do governo norte-americano, do acordo feito com o governo brasileiro para o levantamento aerofotogramétrico da Amazônia. Afirmou que a documentação, de natureza militar, foi confessadamente revelada ao Instituto Hudson de Nova York, com o objetivo de facilitar a elaboração de seu plano de construção do lago artificial, já denunciado por técnicos e pelo ministro Albuquerque Lima como autêntico "atentado à soberania nacional".

O líder do MDB na Câmara, deputado Mário Covas, advertiu também ontem que a nova ameaça de internacionalização da Amazônia faz parte de um plano de dominação que abrange o controle da natalidade e outros processos já em execução no Brasil. E pediu "o engajamento do povo na luta contra a ameaça estrangeira", naquela e em outras regiões do País".

Vereadores só têm direito a subsídio a partir do dia 1º

O ministro da Justiça decidiu ontem, ao aprovar parecer do consultor-jurídico do Ministério, sr. Paulo Fernandes Vieira, que os vereadores só podem receber remuneração, como faixa a Lei Complementar número 2, a contar de 1º de dezembro último, considerando como "sujeito às comunicações da lei penal" qualquer pagamento que lhes tenha sido feito antes daquela data e que não seja imediatamente restituído.

Entende o consultor-jurídico que "não há como pretender-se remunerar os vereadores a partir de 15 de março deste ano, mesmo que, antes da vigência da nova Constituição e por força do disposto no artigo 28 do Ato Institucional nº 2, estivessem percebendo remuneração, pois esta cessou ou devia ter cessado na mesma data em que entrou em vigor a Lei Maior".

Erasmo vê na fala de Lacerda um alerta para toda a Nação

O deputado Erasmo Martins Pedro do MDB carioca disse à Tribuna que o discurso do ex-governador Carlos Lacerda, pronunciado em Porto Alegre é um grito de alerta e como tal deve ser entendido, "em que pese às restrições pessoais que fazem por questões políticas ou por divergências de conduta".

Disse o parlamentar que a oposicão da Igreja é perfeitamente legítima, "uma vez que ela compreende a necessidade de uma participação efetiva nos problemas brasileiros". "Não posso acreditar, que a participação da Igreja tenha outras intenções, que não as do bem-estar comum e o ajustamente da doutrina cristã à fase histórica em que vivemos".

Intervenção na Contec é dilema para Ministro

O ministro Jarbas Passarinho e toda a cúpula administrativa do Ministério do Trabalho e Previdência Social enfrentam, nesses dez últimos dias do ano, o dilema da intervenção ou não intervenção na Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito.

A "gana" de alguns administradores do Ministério do Trabalho e - por que não dizer - dos tradicionais pelegos profissionais do sindicalismo que ainda controlam duas confederações nacionais de trabalhadores e algumas federações e sindicatos é fazer valer a força de portaria que só pode ser baixada pelo ministro Jarbas Passarinho, para cessar o movimento de defesa da liberdade e autonomia sindicais defendidas intransigentemente pelos dirigentes de Contec, que têm a representação de nove Federações e 160 sindicatos.

Fonte: Tribuna da Imprensa

http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/dezembro/22-23/40anos.asp