domingo, 30 de outubro de 2011


Brasil deve fechar 2011 como a sexta maior economia do mundo


Projeções da EIU colocam o País à frente do Reino Unido na lista das maiores economias globais

iG São Paulo | 30/10/2011 12:10


Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, a consultoria estima que o PIB brasileiro chegue a US$ 2,44 trilhões em 2011, contra US$ 2,41 trilhões do Reino Unido.

Com isso, o Brasil assume a sexta posição na lista de maiores economias do mundo.

Em 2010, o País já havia saltado para a sétima colocação, ao superar a Itália na lista.

De acordo com o jornal, em 2013, entretanto, a Índia tomará o Brasil a sexta posição, mas, em 2014, o País retoma a colocação, ao ultrapassar a França, no ano da Copa do Mundo.

A EIU estima que, até o fim da década, o PIB brasileiro será maior que de todos os países europeus.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Desmatamento da Amazônia caiu 38% em agosto, indica Inpe (Postado por Erick Oliveira)

O desmatamento na região amazônica teve uma queda de 38% no mês de agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, indicam dados divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília.
Analisando imagens de satélite, o instituto detectou a derrubada de 164 km² - o equivalente a cem vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Um ano antes, haviam sido 265 km² devastados em agosto. Em relação a julho deste ano, também houde redução, já que naquele mês foram 225 km². A cobertura de nuvens foi a menor da história, com 3%, o que contribuiu para a qualidade dos dados de monitoramento via satélite.
De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, a queda é resultado do esforço de fiscalização feito pelo governo. Depois de registrada a devastação de 477 km² em abril deste ano, um gabinete de crise foi instalado para aumentar a vigilância, em especial no norte de Mato Grosso.
“Instalamos o gabinete de crise e, de lá para cá, conseguimos reduzir e colocar muito abaixo do que era o perfil médio do ano passado”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Municípios
De acordo com o Inpe, os novos dados revelaram um alerta em relação ao aumento do desmatamento em alguns municípios que fazem parte da lista dos 48 maiores desmatadores. Entre os que tiveram indicativo de aumento no desmatamento estão Pacajá, no Pará, Porto Velho, em Rondônia e Feliz Natal, em Mato Grosso.
Segundo a ministra, os prefeitos dos municípios serão chamados para discutir as estratégias de combate ao desmatamento ilegal. “[Quanto aos ] municípios que explodiram, temos que chamar esses prefeitos para fazer uma revisão do plano estadual de desmatamento e isso vai ser feito, se necessário for. Da mesma forma que a gente tira municípios da lista a gente coloca municípios na lista”, disse Izabella Teixeira.
Ela demonstrou preocupação também com o desmatamento em pequenas áreas, abaixo de 6 hectares, que se manteve constante nos últimos anos.
O governo suspeita que se tratem de produtores já consolidados que persistem na derrubada da floresta. A estimativa é de que esse tipo de devastação seja responsável pela destruição de cerca de 1 mil km² de vegetação por ano.
A ministra do Meio Ambiente afirmou que a situação será analisada pelos técnicos e avaliou como “preocupante” a contribuição desse desmatamento para a devastação do bioma.
Para ela, é preciso avaliar o fato de essa derrubada da floresta ser constante, o que indica que a dinâmica de ocupação do território pode estar pautada pela devastação, e também a característica de não estar concentrada no chamado arco do desmatamento.
Pode estar havendo a pulverização desse pequeno desmatamento fora daquilo que se concentrava anteriormente. Vamos analisar os dados na ponta e com isso verificar se temos ou não uma pulverização e quanto desse desmatamento é legal, porque a gente tem que entender que existe supressão de vegetação legal e vamos ter medidas para coibir de fato a pulverização desse desmatamento”, afirmou a ministra.
Prodes
O Inpe ainda anunciou nesta segunda a atualização do índice do sistema anual de medição da devastação, o Prodes. No fim do ano passado, havia sido estimada uma perda de 6.451 km² de floresta. Agora, após uma análise mais completa, o número foi corrigido para 7.000 km²  - 8,5% a mais do que a estimativa inicial. Ainda assim, continua sendo o menor desde 1988, quando começou a série histórica.
O Prodes é anual e é o número mais preciso produzido pelo instituto espacial brasileiro. O outro  sistema, chamado Deter, é mensal, e, por isso, menos exato. Seu objetivo principal não é a medida de área desmatada, mas o alerta às autoridades ambientais a tempo de ser tomada alguma medida.
Agosto é o que mês marca o início de um novo ciclo do chamado "calendário do desmatamento", que está relacionado com as chuvas e as atividades agrícolas. Até o fim do ano, é provável que as derrubadas diminuam.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Casos de malária caem 31% na Amazônia

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Os casos de malária na Amazônia chegaram a 115.708 no primeiro semestre de 2011, o que representa uma queda de 31% em comparação ao mesmo período de 2010, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde, Alexandre Padilha. Entre janeiro e junho de 2011, o número de pessoas internadas por causa da doença foi de 2.030, ou seja, 20% a menos que no mesmo semestre do ano anterior, segundo balanço epidemiológico do Ministério.
O número de infecções pelo protozoário parasita mais letal da malária humana, passou de 26.917 nos seis primeiros meses de 2010 a 13.464 em 2011. O Ministério contabilizou um total de 72 óbitos por causa da doença na região em 2010, número que supera as 69 mortes de 2009.
A redução dos casos de malária foi registrada em todas as regiões que integram a Amazônia Legal, uma área de 5 milhões de quilômetros quadrados distribuída entre os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, assim como 98% do estado do Tocantins, 79% do Maranhão e 0,8% de Goiás.
"Os dados positivos são resultado de uma ação integrada, que inclui a intensificação de ações de rotina para o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno de pacientes", disse Padilha, citado em comunicado.
Nesta segunda-feira, com o objetivo de combater a malária, foi lançada uma campanha de prevenção que consiste na distribuição de 1,1 milhão de mosquiteiros com inseticida de longa duração, para exterminar os transmissores da doença.
Na Amazônia Legal, onde se concentram 99% dos casos de malária registrados no Brasil, vivem cerca de 24 milhões de pessoas. Em todo o país, 49 milhões de pessoas vivem em áreas expostas ao risco de contágio.
O ministro pretende fechar o ano com menos de 300 mil casos de malária, meta que qualificou como "ousada", pois a maioria dos contágios acontece no mês de agosto, segundo a "Agência Brasil".
No mundo todo, foram registrados cerca de 243 milhões de casos por ano e 63 mil mortes, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde. A malária é uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários parasitários do gênero Plasmodium falciparum e é transmitida através da picada de um mosquito.
EFE
EFE - Agência EFE

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Inpe e Embrapa revelam a ocupação das áreas desmatadas da Amazônia (Postado por Erick Oliveira)

Uma nova metodologia permite entender o que ocorreu com os 18% do que foi desmatado em toda Amazônia. A área de estudo, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), abrange os nove estados da Amazônia Legal e analisa os dados do desmatamento entre os anos de 2007 e 2008.
Chamado de TerraClass, o sistema foi lançado nesta sexta-feira (02) e revela o que aconteceu com a floresta após o desmatamento. A iniciativa partiu de uma solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que queria qualificar o desflorestamento mapeado pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).
O estudo refina dados já conhecidos, como a ocupação das pastagens dentro das áreas desmatadas. Até 2008, a floresta perdeu por desmatamento o total de 719. 210 km² (uma área quase três vezes o tamanho do estado de São Paulo).
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% do que foi desmatado na floresta foi destinado aos pastos. Entretanto, o levantamento aponta que essas áreas correspondem a 62,2%, entre pastos limpos, pastos sujos e pastagens abandonadas.
“Foi a confirmação de algo que já esperávamos, como a grande presença da pecuária dentro das áreas desmatadas”, diz Mauro Pires, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente.
Regeneração de área desmatada
A floresta em regeneração foi uma das surpresas positivas do estudo. De acordo com TerraClass existem 150.815 km² de matas secundárias, áreas que, se permanecerem intactas, podem recuperar a biodiversidade natural. O tamanho equivale a sete vezes a área do estado do Sergipe. “O objetivo do programa é fazer um melhor aproveitamento das áreas já degradadas e reconhecer onde podemos recuperar áreas de floresta”, diz Pires.
Com um custo de R$ 600 mil, as pesquisas contaram com apoio do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7), financiado pelos sete países mais ricos do mundo, mais a Holanda e a Comissão Europeia, com gestão do Banco Mundial.
A ideia agora é tentar aplicar a metodologia do TerraCalss paralelamente aos dados do PRODES. “Ainda não temos certeza da verba para essa aplicação, mas, se conseguirmos implementar os dados, vamos poder olhar o desmatamento de forma mais pontual”, afirma Pires. Isso pode ajudar não só no combate da degradação da floresta, como também na criação de políticas públicas para o uso das áreas de pastagens abandonadas, que representam 48 mil quilômetros quadrados.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Belo Monte será exemplo de usina na Amazônia, diz Miriam Belchior (Postado por Erick Oliveira)

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta segunda-feira (22) que com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) o Brasil "reaprendeu a fazer obras de infraestrutura" e que a usina de Belo Monte será um exemplo de implantação de hidrelétrica na região amazônica em termos de responsabilidade ambiental e social, e de desenvolvimento econômico regional.
“Acreditamos que será possível, de fato, Belo Monte ser um exemplo de implantação de uma usina hidrelétrica na região amazônica”, afirmou durante a abertura do seminário ‘Hidrelétricas: as necessidades do país e o respeito à sustentabilidade’, promovido pela revista Carta Capital, em São Paulo.
Miriam defendeu o projeto e rebateu as críticas de ambientalistas sobre o impacto da obra. “O único jeito de matar juízo é fazer ações concretas". De acordo com a ministra, exceto os que tenham "uma posição que é ideológica, e não técnica", dos problemas ambientais, os demais "serão convencidos de que está sendo feito todo o esforço, envolvendo todos os atores para que a implantação de Belo Monte seja um sucesso de sustentabilidade social e ambiental”, afirmou em entrevista.
Entre as ações do governo, ela citou a criação de um plano de desenvolvimento regional para os dez municípios da região, formação de um comitê local de acompanhamento das obras e mesa de negociações entre empresas e trabalhadores.
“O empreendedor aplicará R$ 500 milhões além dos R$ 3,5 bilhões já previstos nas condicionantes, e os governos federal e estadual aplicarão cerca de R$ 2 bilhões”, disse. “Belo Monte para nós será o nosso grande parâmetro de inovar; não só de inovar na obra de infraestrutura, mas na forma de implantação desse novo investimento”, acrescentou.
A ministra afirmou também que o governo já tomou medidas para evitar problemas trabalhistas como os enfrentados nos canteiros de obras das usinas de Santo Antonio e Jirau, onde protestos interromperam as obras.
“Belo Monte vai trabalhar com quatro canteiros de obras separados, exatamente para diminuir esse gigantismo”, disse a ministra. Segundo ela, os empreendedores terão que garantir alojamento de qualidade, lazer e visita periódica à cidade de origem dos trabalhadores.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Google Street View começa a mapear comunidades da Amazônia (Postado por Erick Oliveira)

Trechos do Rio Negro e comunidades próximas, no estado do Amazonas, começaram a ser fotografadas para o serviço Street View, do Google. A região será incluída no serviço que permite, ao acessar o Google Maps, fazer um passeio virtual por meio de fotos em 360 graus.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inpe registra desmatamento de 312,7 km² em junho na Amazônia Legal (Postado por Erick Oliveira)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta terça-feira (2) o relatório de seu sistema de monitoramento de Desmatamento em Tempo Real da Amazônia Legal (Deter) para o mês de junho. Foram detectados 312,7 km² de floresta derrubada na região no período – área equivalente a 195 vezes o Parque Ibirapuera.
O número é 28,3% maior que o de junho do ano passado, quando o Inpe registrou 243,7 km² de derrubadas. É também 16,7% maior que o de maio deste ano, quando o índice foi de 267,9 km².
Em junho, o Pará assumiu a liderança entre os estados que mais desmatam. Sozinho, ele respondeu por 119,6 km² do total desmatado, mais de um terço do total. Em relação a maio, houve um aumento de 82,5% na área de desmatamento detectada. Parte deste salto, no entanto, pode se dever à diminuição na cobertura de nuvens na região. Em maio, cerca de 40% do estado estavam encobertos e, em junho, este índice caiu para menos de 20%.
Mato Grosso, que vinha registrando as maiores áreas de devastação, teve 81,5 km² de florestas derrubadas detectadas em junho, contra 93,7 km² em maio. Assim, é o segundio estado com mais derrubadas.
O instituto sediado em São José dos Campos (SP) sempre ressalta, que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.
A função principal do sistema é gerar alertas para orientação da fiscalização ambiental.